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Museu
Calmon Barreto
2001 |
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ESCULTURA
Calmon Barreto iniciou suas esculturas desenvolvendo o baixo relevo e a
gravura em aço e cunhando moedas e medalhas. Ao mesmo tempo em que criou,
num estilo predominantemente neoclássico, esculturas moldadas em gesso e com
transposição para o bronze. A temática era o folclore, a história, os retratos
em pleno relevo, os medalhões e as estatuetas. No período que passou em Araxá,
passou a esculpir em vários tipos de pedras, incluindo o mármore, sempre em
grandes dimensões. Deu ênfase à concepção naturalista, que se apresentava
fluente e personalizada; visualizou, sistematicamente, a eliminação de
detalhes desnecessários da escultura, proporcionando maior vigor em sua forma
estrutural. |
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PINTURA
Seu trabalho em pintura congrega três fases distintas: a primeira revela
o surgimento da cor e a matéria pictórica partindo de esmerado desenho, tanto
na linha como na forma, caracterizando, em princípio, a tendência acadêmica
da ilustração, à qual se dedicou durante alguns anos. Os temas eram bastante
variados.
Em seguida, apresenta uma pintura tecnicamente mais definida e consistente em
sua fatura e equilíbrio das cores; manifestando grande expressividade visual
nas marinhas de Cabo Frio;
Por fim, exibe uma pintura de composição livre, predominantemente naturalísta
e de cunho muito pessoal. Nessa fase, as temáticas histórica e folclórica
foram as mais abordadas. |
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DESENHO
Apuro no traço e realismo na forma; busca da exatidão nas proporções
canônicas. A fase inicial é acadêmica, ganhando, posteriormente, cunho
bastante pessoal e grande expressividade estética dentro do naturalismo. As
técnicas mais usadas foram o conté, o carvão, a sanguínea e o nanquim (bico de
pena, pincel). O desenho foi realizado como meio-fim somente nas ilustrações e
nos retratos. Nas demais aplicações, tornou-se a base da sustentação de seus
grandes quadros e esculturas. Os croquis preparatórios de suas
composições são de grande espontaneidade e força estética. |
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