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Fundação Cultural Calmon Barreto foi instituída em 27 de
junho de 1984 como entidade de direito público, sem fins lucrativos.
Desde 1985 passou a funcionar
no antigo prédio da Estação Ferroviária, então desativada. Em 1990 foi
incorporada administrativamente, de forma indireta, ao poder público
municipal. Suas finalidades
são promover, apoiar e incentivar as manifestações culturais do município,
construir e divulgar a memória histórica da comunidade, além de
constituir os meios de preservação de seu patrimônio histórico e
artístico. É a instituição
responsável pela construção da memória de Araxá, pela formação e divulgação
de talentos artísticos e pela dinamização das ações culturais da
atualidade. A
estrutura administrativa da Fundação Cultural Calmon Barreto
compreende a) Presidência; b) Conselho
Fiscal;
c) Setor
Administrativo-Financeiro: responsável pelo controle
administrativo e financeiro da instituição; d)
Departamento da Escola de
Música:
administra a Escola Municipal de Música Maestro Elias Porfírio de
Azevedo, responsável pela preservação e pelo desenvolvimento de
atividades relacionadas à formação artística. A escola criada em 1992
funciona na antiga construção, residencial, anexa ao prédio da Estação e
conta hoje, com 660 alunos e 23 professores. Está organizada em 04 (quatro)
áreas: Teclas (piano, teclado eletrônico e acordeom),
Sopro e percussão (flauta doce, flauta transversal, sax,
trompete, bateria, bongô, pandeiro, atabaque, Banda Municipal Música
Padre Clóvis e o Conjunto “Som entre Amigos”),
Cordas (violão, guitarra e baixo) e Vozes
(canto lírico, canto popular, Madrigal Sol de Araxá, Grupo de
Seresta Música na Janela, Grupo Vozes, Coral Infantil
Dó-Mi-Sol). Há ainda o Coral Villa-Lobos que pertence
diretamente à Fundação Cultural Calmon Barreto e que desenvolve suas
atividades em contato com a Escola de Música. Está localizado à Praça
Arthur Bernardes, 18, funcionando de segunda a sexta-feira das 07:00h às
21:30h — Fone: (34) 3691-7148; e) Setor de Arquivos,
Pesquisas e Publicações: responsável pela
construção da memória do município, dedicando-se à preservação documental
coligida na Fundação, à pesquisa histórica e à sua divulgação, através da
Revista O Trem da História e de outras publicações. Subsidia a
pesquisa escolar (da pré-escola à pós-graduação) e atende às solicitações
de pesquisa e ou, de material de pesquisa, pela imprensa, administração
municipal, empresas e comunidade em geral; f) Setor de Patrimônio
Cultural:
responsável pelos museus e acervos neles existentes e pela política de
administração e preservação de bens culturais. Estão sob sua coordenação
o: Museu Histórico de Araxá – Dona
Beja: a casa da mitológica Dona Beja, edificação da primeira
metade do século XIX, em estilo colonial mineiro, foi adquirida em 1965 por
Assis Chateaubriand e transformada em museu. Mantêm acervo de objetos e
móveis dos tempos da Colônia e do Império, documentos históricos, além de
salas especiais que revelam diferentes momentos da história de Araxá. No
seu primeiro piso há uma sala denominada “Lugar de Memória” que retrata, em
exposição permanente, a trajetória de personagens da vida local. Ainda
no térreo há mostras dos trabalhos de artistas da cidade e ponto de venda
do autêntico artesanato araxaense. Praça Cel. Adolpho, 98. Todos os dias
(inclusive feriados) das 10:00h às 18:00h. — Fone: (34)
3691-7097;
Museu Sacro da Igreja de São
Sebastião: instalado na antiga
sacristia da Igreja de São Sebastião, memoriza a história religiosa da
cidade, destacando-se as fantásticas esculturas barrocas de Bento
Antônio da Boa Morte. A igreja, do início do século XIX, é uma
referência da nossa arquitetura. À porta de entrada foi sepultado o seu
construtor José Pereira Bom Jardim onde podem ser lidas as iniciais
do seu nome: JPBJ: 01-06-1849. Av. Vereador João Sena, s/n. Todos os dias
(inclusive feriados) das 12:00h às 18:00h;
Museu Calmon Barreto: é considerado o maior museu brasileiro
com acervo de um único artista. Abriga as obras do versátil Calmon,
cujo talento se manifestou através do desenho, pintura, escultura, gravação
e literatura. Calmon Barreto fez carreira no Rio de Janeiro como professor
e diretor da Escola Nacional de Belas Artes. Na Europa usufruiu de bolsa de
estudos como artista premiado em 1939. Contemporâneo de Portinari,
Villa-Lobos e de outras expressões da cultura nacional, retornou à terra
natal onde produziu intensamente, legando-nos todo seu talento e arte. Rua
Dr. Franklin de Castro, 160. Todos os dias (inclusive feriados) das 10:00h
às 18:00h — Fone: (34) 3691-7098;
g)
Setor de Artesanato
e Cursos Livres: responsável pelo resgate e
preservação da mais genuína tradição artesanal de Araxá — a tecelagem em
tear mineiro — e também pela formação de artesãos. Administra uma
loja onde são comercializados produtos artesanais e coordena os Cursos
Livres que são oferecidos pela Fundação, nas áreas de Formação
Artística e Profissionalizantes; h) Setor de Eventos:
responsável pelo desenvolvimento de todas as atividades culturais da
Fundação Cultural Calmon Barreto e com área especificamente dedicada à
cultura afro-brasileira; i)
Cine-teatro Brasil: integra o prédio da Casa do Poeta
e é um dos núcleos da Fundação Cultural Calmon Barreto. Funciona à rua
Presidente Olegário Maciel, 187. Recentemente foi terceirizado à iniciativa
privada mas reservou-se parte da utilização do seu espaço para os eventos
da Fundação; j) Centro de
Cultura: é também um núcleo da Fundação Cultural Calmon Barreto
recentemente instalado à rua Pres. Olegário Maciel, 143. Conta com um
salão, no andar térreo, destinado às exposições temporárias. Em fase de
implantação estão o Museu da Imagem e do Som e a Biblioteca de
Artes, que funcionarão no andar superior e no inferior,
respectivamente. Em dias de exposição, funciona todo o dia, das 8:00h às
18:00h — Fone: (34) 3691-7177.
O prédio da Fundação
Cultural Calmon Barreto é tombado pelo município, assim como os prédios do
Museu Histórico de Araxá – Dona Beja, do Museu Sacro da Igreja de São
Sebastião (na antiga sacristia da Igreja), do Cine-teatro Brasil e do
Centro de Cultura.
Araxá tem o privilégio de conhecer a sua história e de adotar políticas
culturais que valorizam novas e antigas vivências.Algumas atitudes revelam
as suas características culturais, como as de preservar os monumentos,
conhecer as raízes, praticar os costumes típicos, transmitir as tradições e
promover os talentos. |